O cinéfilo Luis Carlos Merten, curiosamente, não gosta muito do Tim Burton. Digo "curiosamente" porque ele gosta de qualquer coisa. Mas tem um problema pessoal com Burton difícil de explicar.
Assim, menospreza o humor negro, a brincadeira assumida com Hollywood e bons momentos de "Marte ataca"; despreza "A fantástica fábrica de chocolate", sem levar em conta a tradução romântica e sombria que o cineasta faz de nossa época.
Sobre "Peixe Grande" e "A lenda do cavaleiro sem cabeça", nem quero saber o que ele pensa...
Mas o melhor Burton ainda está em "Edward maõs de tesoura", "Ed Wood" e em "Batman" e "Batman Returns".
O amigo Roberto me apresentou o vídeo abaixo, uns dos primeiros trabalhos do diretor: uma animação sombria, meio infantil, belíssima, sobre um garoto chamado Vincent que sonha em ser Vincent Price, lendário ator de terror.
É uma fábula sobre coisas que serão recorrentes em seu cinema: a solidão, o insólito face a um planeta tão intolerante, a fraqueza do ser, a vida num mundo imaginário que se faz real. A paixão por Poe, o gosto pelo musical, tudo está aqui.
É assim com Edward; com o sonhador "Ed Wood"; com o triste Willy Wonka; com as duas aberrações de "Returns", o Pinguim e a Mulher-Gato (além do próprio Batman, sob certo ângulo).
Toda a doçura de Burton já surgia em "Vincent", e surge agora, logo abaixo. Com a homenagem ao próprio Price, que deixou sua voz aqui e para a posteridade.
*sugestão de Roberto Caliani Janeiro, que apresentou-me o vídeo acima
17hs49m
Assim, menospreza o humor negro, a brincadeira assumida com Hollywood e bons momentos de "Marte ataca"; despreza "A fantástica fábrica de chocolate", sem levar em conta a tradução romântica e sombria que o cineasta faz de nossa época.
Sobre "Peixe Grande" e "A lenda do cavaleiro sem cabeça", nem quero saber o que ele pensa...
Mas o melhor Burton ainda está em "Edward maõs de tesoura", "Ed Wood" e em "Batman" e "Batman Returns".
O amigo Roberto me apresentou o vídeo abaixo, uns dos primeiros trabalhos do diretor: uma animação sombria, meio infantil, belíssima, sobre um garoto chamado Vincent que sonha em ser Vincent Price, lendário ator de terror.
É uma fábula sobre coisas que serão recorrentes em seu cinema: a solidão, o insólito face a um planeta tão intolerante, a fraqueza do ser, a vida num mundo imaginário que se faz real. A paixão por Poe, o gosto pelo musical, tudo está aqui.
É assim com Edward; com o sonhador "Ed Wood"; com o triste Willy Wonka; com as duas aberrações de "Returns", o Pinguim e a Mulher-Gato (além do próprio Batman, sob certo ângulo).
Toda a doçura de Burton já surgia em "Vincent", e surge agora, logo abaixo. Com a homenagem ao próprio Price, que deixou sua voz aqui e para a posteridade.
*sugestão de Roberto Caliani Janeiro, que apresentou-me o vídeo acima
17hs49m


2 comentários:
Belo, melhor ainda o texto Sincronicidde. Algo que o Tim Burton e Tarantino conseguem, e dificilmente o cinema com conteúdo alcança, é atingir a mente dos jovens de hoje. O primeiro deixa marcas e fãs, tanto que recebi o vídeo de algumas alunas, o segundo por conta, principamente, do Kill Bill. Não discuto a qualidade dos dois, mas a atmosfera sombria de Burton impressiona mais que qualquer "jogos mortais"...
RE:
Muito legal saber que vc tinha recebido esse "achado" de alunas suas. Aprendizado é recíproco mesmo.
Abraços!
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